1 de Março de 2011

stepping through my shadow, coming out the other side.

O que entrou há de sair.

("The shadow is the part of ourselves that we want to hide, that we repress and don't want to see. Carl Jung emphasized the importance of being aware of shadow material and incorporating it into conscious awareness, in order to avoid projecting shadow qualities on others.")

Certas informações só interessam quando as personalizamos. Só sentimos necessidade de nos melhorar quando notamos o desnecessário em nós, quando não vale mais a pena ignorar a sombra. Ou melhor, quando ganhamos a coragem de a olhar de frente. Podemos viver com ela escondida o resto da vida. Não seria nada difícil. Seria até bem cómodo, bem mais prático, bem menos trabalhoso.

mas o que entrou há de sair.

O que é que entrou? Tapam-se os buracos da personalidade, fecham-se feridas ao colocar fantasias por cima. Fazemos dos outros espelhos de nós mesmos, e todo o mundo passa a ser um constante reflexo distorcido, fruto de ilusões pessoais.

Tal como Sua Santidade do Tibete diz, a única conquista necessária é a do "eu".
Querer saber o que escondemos de nós mesmos é o derradeiro sinal de sanidade. É também um aproximar vertiginoso à nossa insanidade.

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