O que entrou há de sair.
Certas informações só interessam quando as personalizamos. Só sentimos necessidade de nos melhorar quando notamos o desnecessário em nós, quando não vale mais a pena ignorar a sombra. Ou melhor, quando ganhamos a coragem de a olhar de frente. Podemos viver com ela escondida o resto da vida. Não seria nada difícil. Seria até bem cómodo, bem mais prático, bem menos trabalhoso.
O que é que entrou? Tapam-se os buracos da personalidade, fecham-se feridas ao colocar fantasias por cima. Fazemos dos outros espelhos de nós mesmos, e todo o mundo passa a ser um constante reflexo distorcido, fruto de ilusões pessoais.
Tal como Sua Santidade do Tibete diz, a única conquista necessária é a do "eu".
Querer saber o que escondemos de nós mesmos é o derradeiro sinal de sanidade. É também um aproximar vertiginoso à nossa insanidade.
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